Offspring em ótima forma com “Rise and Fall, Rage and Grace”
Ouvi pela primeira vez hoje, com a atenção merecida, o último disco do Offspring, “Rise and Fall, Rage and Grace”. Lançado no final de junho, o álbum traz 13 faixas, que mostram a banda de pop-punk californiano em sua melhor forma, muito mais sólida e bem resolvida que em trabalhos anteriores como “Splinter” e “Americana”. Entre os dois citados, a banda lançou o instável “Conspiracy of One”, com músicas muitos boas e outras nem tanto. No entanto, “Rise and Fall, Rage and Grace”, pode ser ouvido do início até o fim.
A primeira coisa que atrai no disco é ver que a banda não amadureceu. No punk, isso é a maior qualidade possível. Eles não perderam a pegada adolescente e enérgica que elevou o Offspring à categoria de astros da música mundial. Algumas faixas são mais trabalhadas, como a baladinha “Kristy, Are You Doing Okay”. A essência da banda, no entanto, está presente logo nas primeiras canções, como “A Lot Like Me” e “Takes me Nowhere”. “Rise and Fall, Rage and Grace” ainda reserva boas composições dos californianos, como “Half-Truism”, “Rise and Fall” e “You’re Gonna Go Far, Kid” – espécie de hino aos sonhos de um menino que sonhador - e “Hammerhead”.
Dexter Holland continua com a mesma voz potente e aguda dos bons tempos de “Smash”; o que facilmente mascara o fato do cantor americano já estar à caminho dos 43 anos. As guitarras de Kevin Waaserman, sempre com bases muito sólidas, poderiam estar mais presentes, com o volume mais alto. Ao vivo, no entanto, os fãs poderão esperar uma agradável surpresa. Para uma banda punk, conseguir fazer um álbum diferente do outro é algo muito difícil. No entanto, o Offspring mostra como isso é possível e faz parecer fazer o que fazem fácil. O movimento emo, que tem no punk-pop suas raízes, tem muito o que aprender com bandas como o Offspring, que consegue manter sua marca registrada em cada uma das faixas do disco, usando baladas, pegadas leves e, às vezes, fortes, mesclando técnica e agressividade. Definitivamente, um bom disco para se escutar.
Para quem ainda não ouviu, esse é o clipe de “Hammerhead”.
Oasis anuncia nomes das faixas e capa do novo disco
Os irmãos Gallagher prometeram e cumpriram. O Oasis, maior fenômeno do rock britânico nos anos 90, está de volta, depois de três anos desde o lançamento de seu último disco, “Don’t Believe the Truth”. O novo álbum da banda, “Dig Out Your Soul”, que será lançado em outubro, traz faixas mais “hipnóticas e mais influentes”, segundo o guitarrista e líder do grupo, Noel. O primeiro single, “The Shock Of The Lightning”, vai matar a curiosidade dos fãs um pouco mais cedo, no dia 29 de setembro. Por enquanto, o site oficial da banda mostra apenas algumas datas de turnê, somente no Canadá e no México.
Em entrevistas recentes, Noel afirmou que “Dig Out Your Soul” será um disco mais complexo, estilo que foge dos últimos trabalhos da galera de Manchester, Inglaterra. Todas as músicas foram compostas separadamente, mas curiosamente, saíram parecidas, o que aponta uma sinergia entre os membros da banda. As famosas levadas acústicas não estão presentes, afirmou Liam em recente entrevista.
Essas são as 11 faixas de “Dig Out Your Soul”:
Bag It Up
The Turning
Waiting For The Rapture
The Shock Of The Lightning
I’m Outta Time
(Get Off Your) High Horse Lady
Falling Down
To Be Where There’s Life
Ain’t Got Nothin’
The Nature of Reality
Soldier On
A volta do Oasis é algo esperado por mihares de fãs ao redor do mundo. Banda de melodias simples, sem grandes virtuosidade e técnica discutível, o Oasis é, mesmo assim, capaz de produzir um sucesso atrás do outro. O grupo imprime uma assinatura própria em cada faixa; todas têm a cara do Oasis, o que é muito difícil.
Quem acompanha a carreira do Oasis desde o excelente “Definetly Maybe”, sabe que é injusto pensar que os rapazes chamam mais atenção pelo temperamento complicado do que pelo talento. Principalmente nos três primeiros álbuns, que se somam ao mencionado acima “What’s The Story (Morning Glory)” e “Be Here Now”, o Oasis se mostra uma banda versátil, mas com um sonoridade muito própria. Mesmo depois que Noel abandonou a mão-de-ferro com a qual comandava a banda, e passou a permitir que seus companheiros também escrevessem músicas, a banda manteve o nível. A troca de integrantes, surpreendentemente, favoreu o grupo. Os novos melhoraram o nível, entrosaram-se rápido, mesmo que, na maioria das vezes, apenas Liam e Noel importem para os fãs.
Por aqui, o Oasis se apresentou pela última vez no Rock in Rio, em 2001. De lá pra cá, tem muita gente querendo rever Liam & Cia., sendo os rapazes controversos ou não. Um novo disco e, quem sabe uma nova turnê, pode reacender o gigante adormecido que são os fãs do Oasis. Aliás, como a própria banda parafraseou o pensamento, “Se eu consegui ver mais longe, é porque subi nos ombros de gigantes”. E eles vêem muito além do horizonte.
Ótima notícia para os apaixonados pelo Oasis, uma das maiores bandas de todos os tempos. Por enquanto, como não temos nem um pedacinho da música para degustar, segue a capa de “Dig Out of Soul”
Blaze Bayley cancela turnê brasileira
Planet Blaze, banda liderada pelo ex-vocalista do Iron Maiden Blaze Bayley, cancelou a turnê brasileira, que aconteceria em agosto, devido ao estado de saúde de sua esposa, Debbie, que está internada devido a uma dupla-hemorragia cerebral.
A turnê ficará para o próximo ano, ainda sem datas confirmadas. É uma pena, pois o trabalho de Blaze fora do Iron Maiden é excelente. Quem já o conhece da época do Wolfsbane, sabe que Blaze acabou sendo marcado por uma passagem “controversa” pela Donzela de Ferro. E de talentoso vocalista, passou a ser conhecido como o cara que ousou substituir Bruce Dickinson.
Todo grande fã do Iron Maiden sabe que o Blaze não era o vocalista ideal para o Maiden, não por falta de habilidade, mas simplesmente porque as músicas foram todas compostas para a voz de Bruce Dickinson, cantor de agudos mais potentes. Bayley tem graves mais arrojados, timbre mais denso e sombrio. Dickinson tem uma extensão altíssima, com registros médios e agudos que beiram a perfeição.
No primeiro disco de Bayley com o Iron Maiden, “The X Factor”, percebe-se claramente a intenção do principal compositor da banda, o baixista Steve Harris, em escrever faixas especiais para a voz de Blaze, como “Sign of the Cross”, “Look for The Truth” e “2 a.m.”. O resultado foi um disco excelente, um dos melhores da história da banda inglesa. Resultado esse que não foi repetido em “Virtual XI”, tido como um dos piores (o pior, na minha opinião) discos do Maiden. “Virtual XI” não traz absolutamente nenhuma música com a assinatura do grupo britânico, e passa despecebido em sua discografia.
O problema (na verdade, a vantagem) é que o Iron não era somente o “The X Factor”. O passado dos ingleses era composto por épicos que revolucionaram o mundo do Heavy Metal, como “Poweslave”, “The Number of the Beast” e “Seventh Son of a Seventh Son”. E, quando se via obrigado a cantar canções dessas preciosidades, Blaze tinha atuação desastrosa.
Ainda bem que Bruce voltou ao Iron, e que Blaze pôde voltar a mostrar que a confiança de Steve Harris e seus fiéis escudeiros não era infundada.
Para ilustrar, esse é o vídeo da nova música de trabalho de Blaze, “While You Were Gone”
Ficamos aguardando o ano que vem. E melhoras à Debbie.
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