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Offspring em ótima forma com “Rise and Fall, Rage and Grace”

Ao vivo no Download Festival, 2008

Ouvi pela primeira vez hoje, com a atenção merecida, o último disco do Offspring, “Rise and Fall, Rage and Grace”. Lançado no final de junho, o álbum traz 13 faixas, que mostram a banda de pop-punk californiano em sua melhor forma, muito mais sólida e bem resolvida que em trabalhos anteriores como “Splinter” e “Americana”. Entre os dois citados, a banda lançou o instável “Conspiracy of One”, com músicas muitos boas e outras nem tanto. No entanto, “Rise and Fall, Rage and Grace”, pode ser ouvido do início até o fim.

A primeira coisa que atrai no disco é ver que a banda não amadureceu. No punk, isso é a maior qualidade possível. Eles não perderam a pegada adolescente e enérgica que elevou o Offspring à categoria de astros da música mundial. Algumas faixas são mais trabalhadas, como a baladinha “Kristy, Are You Doing Okay”. A essência da banda, no entanto, está presente logo nas primeiras canções, como “A Lot Like Me” e “Takes me Nowhere”. “Rise and Fall, Rage and Grace” ainda reserva boas composições dos californianos, como “Half-Truism”, “Rise and Fall” e “You’re Gonna Go Far, Kid” – espécie de hino aos sonhos de um menino que sonhador - e “Hammerhead”. 

Dexter Holland continua com a mesma voz potente e aguda dos bons tempos de “Smash”; o que facilmente mascara o fato do cantor americano já estar à caminho dos 43 anos. As guitarras de Kevin Waaserman, sempre com bases muito sólidas, poderiam estar mais presentes, com o volume mais alto. Ao vivo, no entanto, os fãs poderão esperar uma agradável surpresa. Para uma banda punk, conseguir fazer um álbum diferente do outro é algo muito difícil. No entanto, o Offspring mostra como isso é possível e faz parecer fazer o que fazem fácil. O movimento emo, que tem no punk-pop suas raízes, tem muito o que aprender com bandas como o Offspring, que consegue manter sua marca registrada em cada uma das faixas do disco, usando baladas, pegadas leves e, às vezes, fortes, mesclando técnica e agressividade. Definitivamente, um bom disco para se escutar.

Para quem ainda não ouviu, esse é o clipe de “Hammerhead”.

Julho 24, 2008 - Publicado por Leandro Lannes | Anarquistas | , , , | Sem comentários ainda

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