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Ben Harper confirma participação no VMB 2008

A MTV Brasil anunciou recentemente mais uma participação internacional no maior evento do ano do canal, o já tradicional Video Music Brasil. O cantor e compositor Ben Harper fará um dueto com Vanessa da Mata, com quem gravou o sucesso “Boa Sorte/Good Luck”. A festa, que no dia 2 de outubro premiará astros da música nacional, selecionados de votos populares em nove categorias, também terá apresentação do grupo inglês Bloc Party.

Para quem ainda não consegue os candidatos ao prêmio, essas são as bandas que concorrem aos troféus do VMB deste ano. A lista foi retirada do site oficial da MTV.

 

:: Artista do Ano ::

Cansei de Ser Sexy
Bonde do Rolê
Fresno
NxZero
Pitty
Charlie Brown Jr
Cachorro Grande
Mallu Magalhães
Nando Reis
Vanessa da Mata

:: Melhor Artista Internacional ::

Amy Winehouse
Britney Spears
Coldplay
Justice
Madonna
Paramore
Radiohead
MGMT
Katy Perry
Kanye West

:: Revelação ::

Mallu Magalhães
Strike
Vanguart
Ponto de Equilíbrio
Roberta Sá

:: Aposta MTV ::

Turbo Trio
3 na Massa
China
Garotas Suecas
Rosana Bronk’s

:: Hit do Ano ::

NxZero – Pela Última Vez
Strike – Paraíso Proibido
Fresno – Uma Música
Vanessa da Mata e Ben Harper – Boa Sorte/Good Luck
Charlie Brown Jr – Pontes Indestrutíveis

:: Show do Ano ::

Cachorro Grande
Mallu Magalhães
Os Paralamas do Sucesso e Titãs
Pitty
Zeca Pagodinho

:: Artista do ano ::

NxZero – Pela Última Vez – Diretores: Fabrizio Martinelli/Paulinho Caruso
Cachorro Grande – Roda Gigante – Diretor: Ricardo Spencer
Cansei de Ser Sexy – Rat is Dead – Diretor: Nima Nourizadeh
Charlie Brown Jr – Pontes Indestrutíveis – Diretores: Ludimilla Rossi/Matheus Ruas
Nação Zumbi – Bossa Nostra – Diretor: Ricardo Carelli
D2 – Desabafo – Diretor: Johnny Araújo
O Rappa – Monstro Invisível – Diretores: Luciana Bezerra/Gustavo Melo
CPM22 – Escolhas, Provas e Promessas – Diretor: Rodrigo Lewkowicz
Bonde do Rolê – Solta o Frango – Diretor: Barney Clay
Pitty – De Você – Diretor : André Moraes

:: Webhit ::

As Meninas de Inri Cristo
Dança do Quadrado
MC Creu
A Gaga de Ilhéus
A Drag a Gozar

Não é por nada não, mas, aqui entre nós, convenhamos: estamos muito mal representados se esses são os candidatos a um dos maiores prêmios da música brasileira. Por exemplo, o Cachorro Grande concorre a melhor do show ano. Nada contra o grupo gaúcho, até acho o som deles relativamente interessante, mas alguém já viu um show do Cachorro Grande? Nunca ouvi falar de uma multidão dormindo em filas quilométricas por um ingresso. E ver o NX Zero ser indicado a quase todas as categorias me deixa um pouco aflito também.

Acho que toda banda chega ao sucesso por mérito próprio, e isso não pode ser ignorado; o NX Zero chegou até esse ponto porque trabalhou. OK, mas aflora um lado saudosista de quem já viu Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Angra, Capital Inicial, Titãs, Engenheiros do Havaí, O Rappa, e outras bandas que fizeram diferença no cenário musical brasileiro. Me lembro de ficar na dúvida em relação a banda que receberia meu voto ou torcida. Agora simplesmente voto por eliminação: Vanessa da Mata leva a minha torcida.

Agosto 30, 2008 Publicado por Leandro Lannes | Mundo Pop | , , , | Sem comentários ainda

Evergrey lança seu melhor trabalho em “Torn”

Admito que sou extremamente suspeito para falar do Evergrey. Sou fã do quinteto sueco formado por Tom Englund (guitarra e voz), Henrik Danhage (guitarra), Michael Håkansson (baixo), Rikard Zander (teclado) e Jonas Ekdahl (bateria) desde os tempos de “Recreation Day”, de 2003. Não gosto particularmente dos dois primeiros álbuns do grupo, talvez eles ainda estivessem procurando o som ideal que encontraram em 2003.

Depois disso, o Evergrey lançou discos considerados quase imbatíveis pelos fãs e pela crítica especializadas, “The Inner Circle”, 2004, e “Monday Morning Apocalypse”, de 2006. No entanto, “Torn”, novo trabalho da banda, que chega às lojas em setembro, é praticamente insuperável.

Infelizmente, somente os grandes ícones mais recentes do metal - Dream Theater e Symphony X – conseguem encontrar um caminho a seguir, e continuam a lançar músicas novas interessantes. As bandas que surgiram recentemente no cenário heavy metal tem buscado a progressividade ao extremo, e muitas vezes se perdem nessa estrada. Pain of Salvation, Andromeda, entre outras, pecam por quererem fazer uma música mais complicada que a outra, e esquecem que, no final das contas, a única sensação gerada no público é a de espanto, e não a de entretenimento.

“Torn” é um disco praticamente perfeito, do tipo que deve ser escutado no último volume, e do início ao fim, sem interrupções. O Evergrey consegue caminhar sem esbarrar em nenhum obstáculo entre a progressividade e a agressividade, em um álbum repleto de diferentes ambientações, efeitos e linhas melódicas criativas, que se misturam com os mais pesados riffs de guitarra.

Logo na primeira faixa, “Broken Wings”, o Evergrey já conquista seu ouvinte. Trazendo compassos quebrados, riffs graves, e uma linha melódica linda, que se completa perfeitamente com a voz sólida e rasgada de Englund. Além de Englund, outro destaque vai para o baterista Jonas Ekdahl, que se mostra um instrumentista mais maduro, usando diferentes passagens, e alternando levadas agressivas e suaves, criando um constraste sensacional.

O disco segue com “Soaked” – a única que não enche muito os olhos – e ”Fear”,  as mais agressivas de “Torn”. ”When Kingdoms Fall” começa lenta, e traz um refrão que não sai da cabeça”, assim como “Fail”. “In Confidence” e “Numb” são boas, mas precedem o melhor momento do álbum; a música-título “Torn”, que é absolutamente sensacional. “Nothing is Erased”, “Still Walk Alone” e “These Scars” – principalmente esta última – fecham o disco com chave de ouro.

Capa de "Torn", novo disco do Evergrey

Capa de "Torn", novo disco do Evergrey

Agosto 28, 2008 Publicado por Leandro Lannes | 666 | , , | 1 Comentário

Novo álbum do Staind chega às lojas na próxima semana

Mike Mushok sabe que alcançar o topo das paradas em três discos consecutivos não é tarefa fácil. Para tentar liderar esse ranking pela quarta vez seguida, o guitarrista do Staind, que no próximo dia 19 lança seu sexto trabalho, “The Illusion of Progress”, afirmou, em entrevista recente ao site da Billboard, que o álbum traz um grupo “diferente, mas para melhor”.

Maturidade parece ser a palavra certa para definir o novo CD da banda, que tem em “Believe” seu primeiro single. O vocalista Aaron Lewis acredita que as novas músicas irão surpreender os que já são fãs, e conquistar novos. “Muitas bandas entram em estúdio e fazem sempre a mesma coisa. Isso foi uma coisa que sempre tentei evitar. Eu sempre senti que o normal seria crescer de disco para disco, e tentar dar um passo além em cada um deles”, afirmou em artigo publicado em MTV.com. “Tem mais texturas, mais solos de guitarra, instrumentos velhos e que nunca foram usados nos álbuns do Staind antes”, completa.

Para o lançamento de “The Illusion of Progress”, a banda criou uma versão exclusiva do disco que contém três faixas acústicas bônus, além de um passe de um ano para o fã-clube do grupo. Um documentário no estilo making-of também estará disponível no comunidade online do quarteto.

Para quem ainda não viu, esse é o vídeo de “Believe”.

Relativamente desconhecida no Brasil, o Staind é provavelmente a banda alternativa de maior qualidade musical, ficando (bem) a frente de Nickelback, Stone Temple Pilots, Shinedown, e lado ao lado – mas sem ter a mesma atenção da mídia – com o Radiohead. Observação importante: Radiohead e Staind têm sons diferentes, mas figuram na categoria rock alternativo.  ”Believe”, primeira música de trabalho do novo disco do grupo, é excelente. A voz de Aaron, sempre muito sólida, traz forte carga dramática, em uma letra que fala sobre perseguir sonhos.

Talvez estejam nas palavras a maior diferença do disco, em relação a seus santeriores. Famosa por sucessos mais trágicos, como “It’s Been a While” – um dos bônus da edição especial – e “So Far Away”, a maioria das músicas trazem mensagens mais positivas, falam sobre redenção, renascimento e esperança. Como Lewis afirmou, o álbum traz muitas texturas, desde uma batida mais pop com “This is It”, que abre o CD, passando pela baladinha “Tangled Up With You”, e chegando em composições mais agressivas como “Break Away” e “Nothing Left to Say”.

Mais um bom trabalho do Staind, que consegue, sem perder a originalidade e a identidade, mostrar versatilidade.

Agosto 13, 2008 Publicado por Leandro Lannes | Rocking | | Sem comentários ainda

Keane disponibiliza novo single em sua página oficial

Um dos mais novos ícones da música pop / indie britânica, os rapazes do Keane disponibilizaram no site oficial da banda – www.keanemusic.com – o primeiro single do terceiro álbum da banda, “Perfect Symmetry”. A faixa “Spiralling”, mostra a banda em versão mais dançante do que foi ouvido nos discos anteriores, abusando dos sintetizadores, que simulam metais e garantem efeitos bastante incomuns.

O disco, que terá que superar as mais de 300 mil cópias vendidas somente nos Estados Unidos de “Under The Iron Sea” – o melhor disco da banda até agora – será lançado no dia 13 de outubro no mundo inteiro. Em post publicado no site oficial da banda, os músicos dizem que “se esconderam nas profundezas do interior de Londres…e que estão muito orgulhosos do novo trabalho”.

Para receber a música, o fã deve entrar no site da banda e cadastrar seu e-mail. Logo em seguida, uma mensagem com o link será enviada. Automaticamente, o internauta concorda em receber avisos sobre o que está rolando na banda.

Richard Hughes, Tom Chaplin e Tim Rice-Oxley, os ingleses do Keane

A música nova é bem bonitinha, mas ainda não mostra que o Keane veio pra ficar. Os falsetes de Tom Chaplin quase sumiram – ainda bem! -, mas ainda parece que ele tenta soar como Bono Vox, e ele não convence como um bom vocalista. Pelo lado bom, eles parecem tentar algumas coisas novas, a batida dançante funciona, e a música é daquelas que ficam na cabeça sem prazo de validade para irem embora. É apenas o primeiro aperitivo do disco, é preciso ouvir as outras faixas para concluir-se algo. Mas ainda não eleva o Keane a um patamar de estrelas da música pop.

Agosto 6, 2008 Publicado por Leandro Lannes | Mundo Pop | | 1 Comentário

Fãs de Radiohead preferem baixar versões ilegais do último disco da banda

Estudo realizado pelo site “Big Champagne”, monitor de envios e recebimentos do modo P2P, e pelo coletor de direitos autorais MCPS-PRS, indicou que mais pessoas baixaram o novo disco do Radiohead, “In Rainbows”, por sites de compartilhamento de músicas, mesmo sabendo que o álbum estava disponível sem custo no site oficial da banda.

O grupo inglês prefere não divulgar o quanto já ganhou com o novo trabalho, nem quantas pessoas fizeram o download no site oficial da banda. Enquanto isso, Tom Yorke e sua trupe fecharam, ontem, o set do primeiro dia do Festival Lollapolloza, em Chicago, nos Estados Unidos. A noite que contou também com “The Racounteurs”, “Bloc Party”, “Duffy”, “The Go! Team” e “The Enemy”.

Tom Yorke no Festival Lollapolloza, em Chicago

 

Estudo estranho esse, não? O único motivo em que consigo pensar para explicá-lo seria velocidade de download, o que não me parece satisfatório. Qual o motivo para não baixar a música no site oficial da banda? De qualquer jeito, o Radiohead, um dos maiores fenomênos do rock alternativo, responsável por “Ok Computer” – que figura facilmente na minha lista dos 10 melhores discos de todos os tempos – continua inovando e usando a ameaça da internet como uma oportunidade. Do ponto de vista de marketing, a jogada é sensacional, porque você permite que o consumidor diga o valor da sua obra. E sob a ótica do rock, também é maravilhoso, porque mostra a atitude que tanto é valorizada dentro do estilo mais popular do mundo.

Parafraseando o disco anterior a “In Rainbows”, “Hail to Tom Yorke”.

Agosto 2, 2008 Publicado por Leandro Lannes | Rocking | | Sem comentários ainda