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“Chinese Democracy”: altos e baixos do novo disco do Guns ‘N Roses

Confesso que já escutei pelo menos 10 vezes “Chinese Democracy”, e ainda não consegui definir minha opinião sobre o tão esperado trabalho do Guns ‘n Roses. De fato, a primeira conclusão que consigo tirar é que o disco tem momentos excepcionais, e outros extremamente fracos. Talvez seja melhor então comentá-lo faixa a faixa.

“Chinese Democracy”, música título do trabalho, é interessante, mas nada mais. Não deveria ser a primeira impressão sobre o disco, porque não faz jus a muitas das boas músicas que compõe o álbum.

“Shakler’s Revenge” é uma música interessante, mostra a ainda potente voz de Axl, mas também não impressiona.

“Better” é uma faixa que surpreende. Uma melodia bastante simples, com uma letra bem encaixada e com a voz de Axl no tom perfeito, com um ótimo contraste entre a agressividade e a suavidade. Além disso, um bom uso dos elementos eletrônicos, outra forte característica de “Chinese Democracy”. Axl aparentemente tentou fazer uma música simples e divertida, e acertou na mosca.

“Street of Dreams” lembra os tempos de “November Rain”. Um dramático piano, com uma boa produção de cordas orquestrais ao fundo. Parecido com o que vai ser apresentado na melhor música do disco, “Madagascar”, mas sem a mesma força.

“If The World” quebra a sequência de boas canções. Axl abusa dos falsetes extremamente altos, e o ritmo dançante, simulando uma bateria eletrônica, simplesmente não convence.

“There Was a Time” é muito parecida com “Better”. Na verdade, exceto “Madagascar”, todas as vezes em que o Guns deixou de se preocupar em escrever épicos e se focou em compor uma música simples, com solos trabalhados e boa produção, o resultado é sensacional. A música é muito bem escrita, a voz de Axl, mais uma vez, está no ponto certo. A solo de guitarra no final é excelente.

“Cather in The Rye”, homônima ou clássico livro de J.D. Salinger – O Apanhador no Campo de Centeio, em português – simplesmente não faz diferença pro disco. Não adiciona, nem subtrai, o que, normalmente, indica que subtrai. Guns ‘n Roses não deveria escrever músicas que geram indiferença. Assim como “Scraped”, que também não traz nada de interessante ao disco. Axl novamente abusa dos falsetes.

“Riad ‘N The Bedouins” é a única música realmente pesada que me agrada no disco inteiro. A voz de Axl lembra dos tempos de “Use Your Illussion”, agressiva e afinada. Bem produzida, com um riff de guitarra interessante, a faixa convence.

“Sorry” começa com a sequência das melhores músicas do disco, inexplicavelmente alocadas para as últimas faixas. A balada é melodiosa, com uma letra bem escrita, e guitarras muito bem colocadas. Os solos beiram a perfeição.

“I.R.S.” só não é mais impressionante porque precede a melhor música do disco. O solo de guitarra no final não deixa nada a ver aos tempos que Slash comandava o instrumento. A clareza das notas no solo é digna do Guns ‘N Roses.

“Madagascar” é uma música absolutamente sensacional, do início ao fim. A vocalização logo no início mostra toda a potência da voz de Axl Rose. Com certeza o Guns passou muito tempo na produção desta faixa, devido aos arranjos quase “orquestrais” implementados. É a única tentativa bem-sucedida do Guns de escrever um épico, para marcar o tão esperado disco.

“This I Love” é basicamente uma cópia de November Rain. Segue a mesma estrutura. No entanto, mesmo não sendo tão criativo, é uma boa música.

“Prostitute” nem precisava estar no disco. Terminar com “This I Love” seria fechar o tão esperando álbum com chave de ouro.

No final das contas, o disco tem mais pontos altos do que baixos. Se estivesse ouvindo essas músicas sem saber que foram compostas por Axl Rose, eu diria que a banda é muito boa. No entanto, quando se fala de Guns ‘N Roses, os padrões – que eles mesmo estabeleceram no passado – são muito altos. Mesmo assim, “Chinese Democracy” não deixa de ser imperdível.

Clipe de “Madagascar”, novo épico do Guns ‘N Roses.

Novembro 27, 2008 Publicado por Leandro Lannes | Rocking | , , , | 1 Comentário

Coldplay vai acabar até o fim de 2009

Que grande perda para a arte pós-moderna. Já perderemos o RBD. Será que o Ricky Martin também vai abandonar a carreira? E o KLB?

Novembro 21, 2008 Publicado por Leandro Lannes | Uncategorized | | Sem comentários ainda