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Confirmado show do Kiss no Brasil

A legião de fãs que formam o maior exército do rock pode comemorar. O Kiss estará de volta ao Brasil em abril, em sua quarta passagem pelo país. O site da Ticketmaster confirma o período de venda para o show em São Paulo (07/04) e no Rio de Janeiro (08/04). A página oficial da banda ainda não confirma, mas as notícias sobre a chegada de Paul Stanley e sua trupe já são mencionadas nos jornais do país.

O Kiss vem mostrar nos palcos brasileiros a turnê comemorativa dos 35 anos do grupo formado em 1973, em Nova Iorque. Paul Stanley e Gene Simmons vem acompanhados de Eric Singer (baterista da época do ótimo “Revenge”)  e do guitarrista Tommy Thayer.

Um show do Kiss deve ser algo que beira o indescritível. Por mais que não estejam mais no auge, não tragam mais Peter Cris e Ace Frehley – membros da formação original – e não lancem mais discos novos há algum tempo, a banda continua levando seu KissArmy a lotar estádios em todo o mundo, e aqui no Brasil não será diferente.

A boa notícia vem juntar com tantas outras, já que o ano reserva apresentações de Iron Maiden, Edguy (somente em São Paulo) e, ao que tudo indica, Metallica. Metaleiros por todo o Brasil agradecem.

“Hotter Than Hell”, uma das minhas favoritas.

Janeiro 29, 2009 Publicado por Leandro Lannes | 666, Recomendados, Rocking | , , , , | Sem comentários ainda

Taking back Sunday acusa NX Zero de plágio

Os integrantes da banda norte-americana Taking Back Sunday acusaram, durante um chat, a banda brasileira NX Zero de plágio, alegando que a música ”Daqui Pra Frente” foi copiada de ”Make Damm Sure”, canção lançada em 2006 pelo quinteto de Nova Iorque. Para o grupo, “eles tiraram o refrão e cantaram a música em português com a mesma melodia”. O NX Zero não se pronunciou sobre o assunto ainda. No entanto, o site Zona Punk publicou nota com Rick Bonadio, produtor e empresário dos brasileiros, que a semelhança é uma coincidência.

Quem ver esse vídeo pode tirar suas próprias conclusões. Eu sou obrigado a concordar com os americanos, a melodia é exatamente a mesma, apenas com um andamento mais rápido. Tudo bem que o NX Zero vem logo depois do Coldplay na minha lista de artistas que nem deveriam ter aparecido, mas uma coisa me espanta: quer dizer então que tem alguém fazendo a mesma coisa lá fora? O Coldplay pelo menos tentou copiar Joe Satriani, mas plagiar o Taking Back Sunday é demais.

Janeiro 28, 2009 Publicado por Leandro Lannes | Falta de Categoria | , , , | Sem comentários ainda

Os melhores de 2008

O post anterior começa dizendo que Mark Portnoy não é um cara bobo. O baterista do Dream Theater é frequentemente perguntado sobre o que está rolando de melhor na cena heavy metal no mundo inteiro. Além de Death Magnetic, que já ganhou seu espaço nesse blog, Portnoy fez uma lista com os dez melhores discos do gênero lançados em 2008. No site oficial da banda, o baterista postou, sem ordem específica, seus favoritos. O blog decidiu então pedir passagem para tecer comentários nem um pouco humildes com relação aos discos selecionados por Portnoy.

1. Metallica – “Death Magnetic”

Um trabalho tão bom que mereceu um post inteiro. Não precisa de mais.

2. Protest The Hero – “Fortress”

Não achei “Fortress” um disco sensacional, mas admito que o Protest The Hero é uma banda ousada, que tenta misturar influências claras de bandas de rock progressivo com death e trash metal. Um bom disco, de uma banda que ainda pode progredir bastante se continuar rumando o caminho da originalidade.

3. The Mars Volta – “The Bedlam In Goliath”

Disco de altos e baixos. Começa devagar, mas depois parece que a banda engrena e simplesmente dá certo. Melhor que o tempo que os rapazes faziam parte da “At The Drive-In”. A voz de Cedric Bixler-Zavala irrita um pouco nos agudos, mas nas linhas médias ele se mostra um bom vocalista, e o grupo tem um som criativo.

4. Beardfish – “Sleeping In Traffic Part 2”

Ouvir esse disco foi quase tão divertido quando uma vasectomia. Poucas vezes imaginei que se pudesse escolher entre qualquer banda de metal e o Mc Leozinho, eu escolheria o funkeiro. Bandas progressivas tem que progredir para algum lugar, e esse disco de prog. fica simplesmente parado. Não sei como eles convenceram Portnoy a ouví-los, mas fazer milhares de barulhinhos com um sintetizador não transformam um grupo em progressivo.

5. Slipknot – “All Hope Is Gone”

Normalmente não gosto das bandas do movimento new metal dos Estados Unidos, principalmente do Slipknot. Acho os discos anteriores dos rapazes de Des Moines repetitivos e pouco criativos, mas “All Hope Is Gone” surpreende até o mais resistente dos metaleiros. Não a tôa, esse é o primeiro disco da banda que atinge o topo das paradas. Sid Wilson e seus companheiros mascarados trazem ótimas composições como “‘Til We Die”, “Vermillion Part 2″ e “Where in Lies Continue”.

6. Opeth – “Watershed”

“Watershed” é um grande trabalho do Opeth. Um grupo que, diferentemente do Beardfish, consegue fazer com que a música realmente progrida, em vez de se preocupar em escrever canções com 35 minutos e barulhinhos engraçados em um sintetizados. Destaque para “Porcelain Heart” e “Hessian Peel”.

7. Bloodbath – “Unblessing The Purity” / “The Fathomless Mastery”

Trash Metal é aquela mesma coisa de sempre, desculpem-me. É sempre um cara abusando dos vocais guturais, baterias com pedais duplos estourados e guitarras afinadas no tom mais grave possível. Não vejo muita graça.

8. Frost – “Experiments In Mass Appeal”

Nunca tinha ouvido falar do Frost antes de ler o post de Portnoy. E acho que foi a melhor surpresa que tive nos últimos tempos se tratando de bandas novas no cenário. A banda se intitula neoprogressiva, e realmente traz elementos novos. Jem Godfrey é extramamente afinado, as linhas de guitarra de John Mitchell são criativas, e a banda mostra uma sintonia e criatividade impressionantes. Um disco sensacional.

9. Trivium – “Shogun”

O Trivium consegue fazer com muita qualidade o que o Protest The Hero ainda não conseguiu. A mistura entre trash e progressivo gera um disco absolutamente sensacional, em que tudo é novo. Ouvir “Shogun” chega a criar um choque de realidade, porque não existe nada no momento tão original. Carrega ainda um pouco do new metal americano, mas que não chega a incomodar tanto, porque é bem feito. As letras são inteligentes, as linhas melódicas, e os vocais de Matt Heafy alternam perfeitamente entre o agudo e o gutural. Ótima pedida.

10. Steven Wilson – “Insurgentes”

Mais insosso impossível. Um disco nem um pouco inspirado, músicas de cabaré, tudo que já se ouviu um milhão de vezes, e mal interpretado.

Para ilustrar, “Down From The Sky”, single de “Shogun”, novo disco do Trivium.

Janeiro 23, 2009 Publicado por Leandro Lannes | 666, Progressivos | , , , , , , , , | Sem comentários ainda

O Metallica Voltou!!!

Mike Portnoy não é um cara bobo. Provavelmente o maior baterista da atualidade, o líder do Dream Theater é frequentemente consultado sobre o que de melhor acontece na cena heavy metal em todo mundo. Não a toa, Portnoy indicou “Death Magnetic”, novo disco do Metallica, o “álbum pelo qual esperou 20 anos para ouvir”, e o melhor disco do gênero em 2008.

Tudo bem. Todos sabemos que Metallica é a principal influência do baterista. Aliás, não só dele, mas como de muita gente que entende um pouco de rock pesado. Eu não esperei 20 anos por esse disco, afinal completo minha 25ª primavera em julho próximo, mas ”Death Magnetic” está perto de ser considerado uma obra-prima.

A minha geração foi obrigada a crescer com álbuns vergonhosos para uma banda do calibre do Metallica, como “Load”, “Reload”, e “St. Anger”. Vou desconsiderar o “Garage Inc.” e o “S&M”, porque não trouxeram músicas inéditas. Eu me lembro de ouvir “And Justice for All”, “Ride The Lightning” e “Master of Puppets” e não acreditar que era a mesma banda tocando. Ouvir “Death Magnetic” simboliza a volta do Metallica, prova para os roqueiros da minha idade que os ex-cabeludos de Los Angeles são absolutamente fenomenais.

Dentre os três álbuns citados acima, “Death Magnetic” se parece mais com “And Justice for All” por apresentar linhas e riffs mais progressivos que os outros dois, especialmente com relação a “Master of Puppets”. Até agora não entendi a escolha de “My Apocalypse” como primeira música de trabalho. A faixa é a única que lembra o péssimo “St. Anger”. No entanto, o resto do disco pode ser ouvido do início ao fim. Especialmente em “The Day That Neves Comes” e “Broken, Beat and Scarred”, as duas melhores. Vale mencionar também a “The Unforgiven III”, em que Hetfield se sai muito bem. Não é facil fazer uma sequência de duas músicas tão bem sucedidas.

Robert Trujilo também pode mostrar pela primeira vez o que pode fazer pelo grupo. E pode fazer muito. Suas linhas de baixo são bem mais criativas que as de Newsted, e percebe-se que os três membros fundadores do Metallica perceberam isso de cara. Vale lembra que ocupar o lugar que foi uma vez de Cliff Burton não é simples.

O Metallica voltou!!!Finalmente, ouvir um disco novo do quarteto californiano é um grande prazer.

“The Day That Never Comes”, single do disco.

Janeiro 9, 2009 Publicado por Leandro Lannes | 666, Recomendados | , , , | Sem comentários ainda