Stratovarius lança novo clipe na web
O sempre muito bem feito heavy metal melódico do Stratovarius voltou com força total. Depois de um período de incerteza sobre o futuro do grupo, devido à saída de seu guitarrista e principal compositor, Timo Tolki, o quinteto finlandês lançou nesta semana o clipe de “Deep Unknown”, primeira música de “Polaris”, que chega às lojas americanas no dia 26 de maio.
A sonoridade se manteve parecida: o grupo continua usando e abusando dos vocais que simulam um coral nos refrões, somados aos pedais duplos da bateria de Jörg Michael e aos teclados mais para órgãos de Jens Johansson.
“Deep Unknown”, na voz em excelente forma de Timo Kotipelto.
Trinta e cinco anos de “Rush”

Seguindo o clima das efemérides aqui no blog, acredito que nunca é tarde para lembrar que em março completaram-se 35 anos do lançamento de “Rush”, primeiro disco do trio homônimo canadense. O texto deveria ter sido escrito antes, mas achei que seria melhor revisitar a discografia do trio formado por Geddy Lee (baixo e voz), Alex Lifeson (guitarras) e Neil Peart (bateria) antes de tecer qualquer comentário sobre a banda. Passei as três últimas semanas escutando tudo que os caras fizeram em ordem cronológica, experiência que recomendo a todos. Ouvir na ordem em que foram escritos mostram claramente a evolução da banda, e as diferentes influências que foram se misturando no meio do caminho.
Não sou fã dos três primeiros discos – “Rush” (1974), “Fly By Night” (1975) e “Caress of Steel” (1975), exceto por algumas boas faixas, como, cada uma de um álbum, respectivamente, “Working Man”, “Fly By Night” e “Bastille Day”. Nesses trabalhos, a banda faz um rock com bastante influência do jazz e hard rock, com vocais mais agudos e guitarras mais distorcidas.
De três discos fracos, surgiu “2112″ (1976), – leia twenty-one twelve – um dos mais importantes de todos os tempos. Com um estilo extremamente progressivo, o disco traz a música título – uma obra-prima de 21 minutos – “Passage to Bangkok” e “Twilight Zone”, que não podem faltar na coleção de um roqueiro que se preze. Na cola do épico veio “A Farewell to Kings” (1977), que trouxe os clássicos “Xanadu” e “Closer to the Heart”. A década de 70 terminou com dois discos sem muita expressão na opinião deste blogueiro: “Hemisferes” (1978) e “Permanent Waves” (este último chegou às lojas no dia 1º de janeiro de 80, então na verdade é da década anterior).
Os anos 80 começam com força total e uma novidade: a progressividade alcançada nos discos anteriores vem somada a sintetizadores. “Moving Pictures” (1981) traz as duas músicas mais populares do Rush: “Tom Sawyer” e “YYZ”. Os discos seguintes, “Signals” (1982), “Grace Under Pressure” (1984), “Power Windows” (1985) e “Hold Your Fire” (1987) não trazem grandes destaques individuais, mas mostram um conjunto extremamente coeso, com um som cada vez mais maduro e instrumentalmente impecável.
Antes de começar a década de 90, o Rush lança “Presto” (1989). Sensacional, o álbum marca uma mudança na sonoridade do trio canadense, que deixa a progressividade de lado e dá espaço para as levadas mais pop e dançantes. Na sequência surge “Roll The Bones” (1991), o melhor da carreira dos caras. Clássicos como “Dreamline”, “Roll The Bones”, “The Big Wheel”, “Ghost of a Chance” e “Neurotica” (essa última é uma daquelas músicas que entram na cabeça e você vai cantar ela pelo resto da semana).
De lá para cá, apenas para não me estender mais ainda no post, o Rush passou a investir mais na sonoridade pop e em letras mais politizadas, talvez por ser uma banda já mais madura do que era quando surgiu. Destaque para “Test for Echo” (1996), que traz “Totem” e “Half the World”, ambas excelentes.
Claro que aqui ficaram faltando tantos outros clássicos que merecem entrar em qualquer texto sobre o Rush. Como sempre, para não perder o costume, fica um vídeo para conferir uma das minhas favoritas: “Dreamline”.
Para compartilhar com todos
Quem ainda não viu, deve procurar de qualquer maneira e reservar seus ingressos com antecedência. Eu estive na pré-estreia do documentário, que acompanha a primeira parte da turnê Somewhere Back in Time por todo o planeta. Um filme imperdível para os fãs da Donzela de Ferro.
Up The Irons!
Quinze anos sem Kurt Cobain
O texto vem com um pequeno atraso, mas não podia deixar de homenagear, em um blog sobre música, o aniversário de morte de Kurt Cobain. No último domingo completaram-se 15 anos da morte de um dos maiores gênios do rock de todos os tempos. Aliás, Cobain foi um gênio e ponto final.
Os primeiros argumentos para os que não são fãs do ex-vocalista do Nirvana é dizer que ele era um drogado e que todas as músicas do trio de Seattle tinham três acordes e só. Sim, Cobain passou boa parte da vida lutando contra as drogas, mas que não venham os fãs de Pink Floyd, Rolling Stones, Metallica e Sex Pistols (até porque eu mesmo adoro todos os grupos citados) eram bandas politicamente corretas e que nunca usaram drogas. Cobain tinha um problema, e citando uma das bandas mais originais do rock brasileiro, os “Raimundos”, “se todo excesso fosse visto como fraqueza, e não como insulto, já me tirava do sufoco”.
O segundo argumento, que questiona a habilidade e virtuosismo dos músicos do Nirvana, também não tem qualquer relevância. Sinceramente, não sei quem inventou que música boa é música difícil de tocar. Uma canção tem que ser divertida, mexer com a pessoa e passar uma mensagem. Se isso vai ser feito explorando 350 escalas ou uma não faz diferença alguma.
Kurt Cobain deixou saudades. Nirvana foi uma das bandas mais importantes dos anos 90, responsável por um dos maiores discos do rock, – “Nevermind” – deixou milhões de seguidores e influenciou uma geração inteira de adolescentes e aspirantes a músicos. Trouxe com ele grandes conjuntos como “Pearl Jam”, “Soundgarden” e “Alice in Chains”, e difundiu o movimento grunge por todo o mundo. Não a toa o cara tem na placa que indica a entrada de sua cidade natal, Aberdeen, o nome de um dos seus maiores sucessos, “Come as You Are”.
O Nirvana atingiu um patamar que poucos na histórica do rock alcançaram. Músicas como “Smells Like Teen Spirit”, “Come as You Are”, “Heart Shapped Box”, “Dumb”, “About a Girl”, entre outras, são reconhecidas rapidamente, bastam tês notas para identificá-las. Infelizmente, o grupo só teve tempo de gravar três discos – além de um brilhante acústico para a MTV, que incluiu as covers “The Man Who Sold The World” e “Jesus Don’t Want Me For a Sunbeam”. Quinze anos depois, os fãs continuam cantando suas músicas, lembrando sua história e pensando em como seria se Cobain ainda estivesse vivo. Essa é a história de um verdadeiro ídolo.
Para ajudar a matar a saudade: “The Man Who Sold The World”, na voz de Cobain.
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