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Novo disco de Eminem lidera as paradas americanas

Há cinco anos sem lançar um disco de músicas inéditas, Eminem volta ao seu lugar de costume: a primeira posição no ranking da Billboard. “Relapse”, novo álbum do rapper americano, vendeu mais de 600 mil cópias somente na primeira semana em que chegou às lojas.

O topo das paradas só não foi dominado pelo controverso compositor em seu primeiro CD, “The Slim Shady LP”, de 1999. Desde seu segundo trabalho, “The Marshall Matter LP”, de 2000, Eminem conquistou o primeiro lugar em todas as vezes em que lançou discos novos.

“Relapse” é o álbum mais agressivo e pessoal da discografia do rapper. A crítica internacional chega ao ponto de considerá-lo tão bom quanto “The Eminem Show”, de 2002, tido por muitos – e também por esse blog – como seu o melhor trabalho.  ”The Eminem Show” é mais musical que “Relapse”. As melodias que acompanham os agressivos versos do cantor são mais criativas e ambientam melhor suas palavras. 

Entendo, no entanto, a posição daqueles que elevam os dois discos à mesma altura. A verborragia do rapper começa em tom extremamente irado, com “3 am”, “Beautiful” e “My Mom” – em que mais uma vez grita contra sua mãe, uma de suas maiores vítimas. Logo elas se misturam com o sendo de humor sarcástico de “Bagpipes from Baghdad”, “Crack a Bottle” e “Medicine Ball”. Algumas outras composições fracas, como “Must be The Granja” e “Old Time’s Sake”, em que perde muito tempo falando sobre drogas de maneira bastante superficial.

“Relapse” é um ótimo disco, merece ser ouvido do início ao fim. Não é um álbum muito fácil de ser escutado por ouvidos menos acostumados com a agressividade de Marshall Matters. Os fãs – como eu – devem estar impressionados como as férias fizeram bem ao rapper, que traz um trabalho de excelente qualidade.

Clipe de “3am”, primeira música de “Relapse”.

Maio 31, 2009 Publicado por Leandro Lannes | Recomendados, Rhytm and Poetry | , , , | Sem comentários ainda

Shinedown recebe disco de ouro por “The Sound of Madness”

Pouco conhecido no Brasil, o Shinedown vem colecionando recordes no mercado musical americano. Mostrando seu rock alternativo bem feito e original, o quarteto da Flórida acabou de receber disco de ouro pelas 500 mil cópias vendidas de “The Sound of Madness”, terceiro álbum de estúdio da banda. E glórias não são novidade para o grupo: “Leave a Whisper”, de 2003,  e “Us and Them”, de 2005, conquistaram, respectivamente, disco de Platina e Ouro.

“The Sound of Madness” traz, sem qualquer dúvida, o Shinedown em sua melhor forma. O disco mistura músicas pesadas como “Devour”, “Cry For Help” e “I Own You”, e outras com linhas melodiosas, como “Second Chance”, “What a Shame” e “The Crow and the Butterfly”. 

As letras também comprovam a maturidade da banda, que, diferente do disco anterior, começou a abordar temas políticos e religiosos, ao mesmo tempo em que colocam suas vidas pessoais em questão. Brent Smith continua se mostrando um vocalista versátil, capaz de cantar com perfeição músicas pesadas e duetos com apenas um piano.

“The Sound of Madness” é um disco para ser ouvido do início ao fim, e em alto e bom som. Para conferir, fica o clipe de “Devour”, primeiro single do álbum.

Maio 28, 2009 Publicado por Leandro Lannes | Recomendados, Rocking | , , , , | Sem comentários ainda

Tinnitus Sanctus: Edguy em boa forma no novo disco

Demorei um tempo para conseguir escutar com a devida calma e atenção “Tinnitus Sanctus”, último disco do Edguy. Admito que de cara o álbum não me conquistou – talvez por uma inevitável comparação com”Theatre of Salvation” (1999) ou “Mandrake” (2001), que projetaram ao sucesso o grupo liderado pelo vocalista Tobias Sammet - mas aos poucos comecei a gostar das músicas do oitavo trabalho de estúdio do quinteto alemão.

“Tinnitus Sanctus” não é um disco excelente, mas traz o Edguy em boa forma, bastante semelhante a “Rocket Ride” (2006), onde a banda começou a apostar em melodias menos progressivas, e mais voltadas ao hard rock. Os fãs mais saudosistas vão preferir (excelentes) canções  como “Ministry of Saints”, “Dragon Fly”, “Thorn Without a Rose”, que se aproximam mais ao power metal do início da carreira do grupo. A influência do hard rock pode ser facilmente percebida nas faixas “Sex, Fire Religion”, “Nine Lives”, “9-2-9″ e “Dead or Rock”.

Em 2006, ainda repórter do Jornal O Dia, entrevistei o baixista Dirk Sauer. Uma das minhas primeiras perguntas foi sobre a mudança na sonoridade do grupo. O músico disse que a banda não pensou em mudar sua marca. Segundo Sauer, “as canções foram escritas de maneira espontânea, não pensamos em fazer diferente, simplesmente saiu”, e completou: “Escrevemos músicas para os que gostam de canções mais pesadas e os que preferem as mais melódicas”.

Seja seguindo a linha do power metal, seja caminhando para o hard rock, o Edguy continua sendo uma grande banda. “Tinnitus Sanctus”, mesmo não sendo o melhor trabalho do grupo, é um excelente trabalho do quinteto alemão.

Clipe de “Ministry of Saints”, melhor música de “Tinnitus Sanctus”.

Maio 18, 2009 Publicado por Leandro Lannes | 666, Recomendados | , , , | Sem comentários ainda

Dream Theater lança primeiro single do novo álbum

O clipe do primeiro single de “Black Clouds and Silver Linings”, novo disco do Dream Theater, finalmente foi divulgado pela Roadrunner. “A Rite of Passage” chega em versão editada no vídeo; a música original tem cerca de três minutos a mais, em que os solos do guitarrista Mark Portnoy e do tecladista Jordan Rudess se alternam.

Muitos comentários nos sites de rock tratam o novo disco como algo completamente diferente do que o Dream Theater fez em seu último álbum, “Systematic Chaos”, de 2007. Analisando apenas pela música de trabalho, “A Rite of Passage” se parece bastante com “Constant Motion”, escolhida para divulgar o trabalho anterior. 

Prefiro esperar pelo disco inteiro, que chega às lojas no dia 23 de junho, para tecer qualquer comentário. No entanto, “A Rite of Passage” deixa qualquer fã do quinteto americano empolgado. Impressionante como a voz de James Labrie melhora a cada disco.

Clipe de “A Rite of Passage”, nova música do Dream Theater.

Maio 15, 2009 Publicado por Leandro Lannes | 666, Progressivos, Recomendados | , , , , | Sem comentários ainda

Oasis: uma grande ex-banda em atividade

O Oasis acaba de passar pelo Brasil, e achei que finalmente era uma boa oportunidade de escrever a crítica sobre “Dig Out Your Soul”, novo disco do grupo. O quarteto inglês passou recentemente por Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, mostrando músicas novas e velhos clássicos dos discos que consagraram os rapazes de Manchester como uma das maiores lendas de todos os tempos.

De início, fiquei meio chateado por não poder ir ao show aqui no Rio de Janeiro, mas depois de ouvir “Dig Out Your Soul” diversas vezes, me convenci de que tudo que perdi foi ouvir uma ou outra música dos tempos áureos de Liam, Noel & Cia. Talento todos eles têm de sobra, mas o novo disco é, sem dúvida, o pior da carreira do grupo.

Fã da época de Definitely Maybe e (What’s The Story) Morning Glory, não consigo me conformar que o grupo fez um trabalho com apenas duas músicas boas. Somente escapam da mesmice “The Shock of Ligthning” – primeiro single – “I’m Outta Time”. De resto, o ouvinte não perde absolutamente nada. O disco nada mais é do que uma reprise mal feita de tudo que eles já fizeram com absoluta qualidade, que os levou ao olimpo dos deuses do rock.

Pior ainda é a sensação de que o grupo caminha em uma trajetória decrescente. “Standing in the Shoulder of Giants”, de 2000, é péssimo. “Heathen Chemistry”, de 2002, é um bom disco, mas que não pode ser comparado ao três primeiros – acrescenta-se aos dois primeiros citados anteriormente “Be Here Now”, de 1997. “Don’t Believe the Truth” era quase insuperável como o pior momento do Oasis, mas “Dig Out Your Soul” é incomparável. Impressionante a falta de inspiração de quase tudo: desde as letras, passando pelas melodias e terminando na pouca empolgação aparente dos próprios músicos na interpretação das canções.

Para quem se achava melhor que os Beatles, o Oasis deveria ouvir um pouco mais sobre a maior banda de todos os tempos para entender as razões pelas quais eles são lembrados até hoje. Depois de “Dig Out Your Soul”, o Oasis está parecendo uma grande ex-banda em atividade.

Clipe de “De Shock of Lightning”, uma das poucas coisas que valem a pena serem conferidas no novo disco do Oasis.

Maio 13, 2009 Publicado por Leandro Lannes | Falta de Categoria, Rocking | , , , | Sem comentários ainda