“If Not Now, When?”: Incubus se perde ao esquecer raízes rockeiras
Fiquei decepcionado ao ouvir o tão esperado If Not Now, When?, novo disco do Incubus. Foram quase cinco anos de uma espera não compensada por um trabalho novo – o último disco dos caras, Light Grenades, foi lançado no fim de 2006 – em que o grupo perdeu quase completamente seu lado rockeiro e investiu em uma sonoridade pop que simplesmente não funciona.
O grande problema de If Not Now, When?, é a falta absoluta dos riffs de guitarra que fizeram a fama da banda em músicas como Pardon Me, A Certain Shade of Green e Megalomaniac, para citar canções de três CDs distintos. Para um grupo que trilhou durante 16 anos o caminho do rock alternativo, trabalhar cinco anos em um disco sem sequer uma linha de guitarra memorável é muito frustrante.
As músicas são lentas, sem batidas criativas e letras inteligentes. Parece que a agressividade do Incubus foi dopada e o grupo está a base de antidepressivos. Um ouvinte desprevenido poderia confundir facilmente a banda com conjuntos pops como Maroon 5 ou 3 Doors Down.
Para não dizer que o disco inteiro é uma tragédia, duas músicas salvam o trabalho e merecem atenção. Isadore traz um refrão melódico e uma levada interessante, que favorecem a bela voz de Brandon Boyd. A rítmica Thieves também traz lampejos da qualidade da banda. De resto, é um disco para ser esquecido rapidamente. Uma pena.
Isadore, o que há de melhor em If Not Now, When?, novo e decepcionante trabalho do Incubus.
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