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“Th1rt3en”: Megadeth traz seu melhor disco dos últimos dez anos

A simplicidade e o conhecimento próprio são aliados importantes na carreira de qualquer artista. Fazer o melhor trabalho possível dentro do seu limite técnico, sem apostar na ousadia de tacadas experimentalistas que podem facilmente ficar perdidas e sem sentido, é, muitas vezes, o melhor caminho a ser traçado. E Th1rt3en, lançado pelo Megadeth em novembro, é uma bela prova desse argumento.

Dave Mustaine & Cia. produziram um disco muito bem feito. Suas 13 músicas reúnem uma hora de trash metal sem rodeios, orquestrações ou apelos progressivos, que levam ao tradicional metal headbanger de bases graves, vocais rasgados e solos velozes, sem ambientações. Seus riffs bombásticos lembram alguns dos maiores clássicos da banda, como Youthanasia, Rust in Peace e Cryptic Writing, e fazem de Th1rt3en o melhor disco do grupo nos últimos 10 anos. É potente e viciante do início ao fim.

Black Swan é genial. Public Enemy No. 1, Whose Life (Is It Anyway), Millennium of the Blind e Sudden Death mostram a versatilidade das harmonias e alternância entre frases rápidas e melódicas. We The People e New World Order também merecem destaque por sua agressividade e vivacidade. Mãos em forma de chifre ao alto, o Megadeth está de volta aos grandes tempos.

Public Enemy No. 1, primeiro single de Th1rt3en, excelente novidade do Megadeth.

dezembro 15, 2011 Publicado por | 666, Recomendados | , , , | Deixe um comentário

“Lulu”: a experimentação sem sentido de Lou Reed e Metallica

Todo artista de notoriedade assume um grande risco quando se presta a caminhar pela estrada da experimentação. Os que passam incólumes por essa travessia sobem ao patamar de gênios. Os engolidos pelo asfalto são obrigados a mostrar a retomar a carreira em um trabalho posterior. Metallica e Lou Reed, infelizmente, se encaixam no segundo exemplo. Lulu, fruto da recente parceria dos metaleiros com o rockeiro americano, é um trabalho completamente perdido, sem inspiração e que tenta se valer de um pseudo-intelectualismo que não funciona.

O disco reúne 1h30 de músicas que parecem intermináveis, em tentativas de poesias afogadas em letras metódicas e instrumentações repetitivas. Apoiado numa suposta psicodelia alternativa incapaz de emocionar, Lulu nada mais é do que uma série de devaneios setentistas de Lou Reed. Sua musicalidade é nula. Não há, em nenhum momento, uma proposta audaciosa. Suas experimentações são descabidas e sua sonoridade se parece como uma banda hippie dos anos 60 desvairada em uma viagem ácida que não acabou bem.

Para piorar, em entrevistas recentes, o quarteto americano ainda foi capaz de afirmar que a poesia de Lou Reed não é para qualquer um, apenas para intelectuais. É como assistir a uma palestra de Julio Bressane chamando o público de idiota por não ter gostado de seu filme. O Metallica deveria ter mais cuidado ao falar dos seus fãs, que continuam acompanhando a banda mesmo com apenas um bom disco nos últimos 15 anos. Em vez de chamá-los de idiotas, deveria se preocupar em produzir boas músicas, e não o que aparece em Lulu.

The View, primeira música de trabalho de Lulu, resultado da péssima parceria entre Metallica e Lou Reed.

dezembro 12, 2011 Publicado por | 666, Falta de Categoria | , , , | Deixe um comentário

“My Life II…”: a beleza do tradicionalismo de Mary J. Blige

Um artista se destaca em meio a um mar de novos produtos da indústria quando consegue escapar dos estereótipos do seu gênero favorito com originalidade e, ao mesmo tempo, imprimir uma marca registrada disco após disco. É exatamente por isso que Mary J. Blige ostenta o título de Rainha do Hip-Hop Soul. Em My Life II… The Journey Continues (Act 1) a cantora mostra uma incrível variedade de nuances do mesmo estilo, foge dos clichês agressivos e/ou pornográficos e traz um disco, em sua maioria, sólido e criativo.

Dona de uma voz marcante e profunda, ela foge das vocalizações excessivas, frequentes em outras artistas do gênero. O álbum traz letras que prezam pela genuinidade e expõe o peito da compositora, que assina quase todas as rimas do trabalho, exceto por Ain’t Nobody - regravação do single de uma dama do funk americano, Chaka Khan - Mr. Wrong e Need Someone.

Entre baladas que flertam com o romantismo, músicas de andamento dançante e participações especiais que, em sua maioria, engrandecem o trabalho, Mary J. caminha com suavidade por um terreno que conhece muito bem. My Life II… é uma clara evolução da artista, capaz de agradar seus antigos fãs e conquistar novos. É a prova de que a rainha continua merecendo sua coroa.

25/8, um dos destaques de My Life II… The Journey Continues (Act 1), novo disco de Mary J. Blige.

dezembro 8, 2011 Publicado por | Recomendados | , , | Deixe um comentário

“Here and Now”: Nickelback mostra o peso de suas guitarras

Rótulos são características facilmente credenciadas ao trabalho de qualquer artista. Fugir dessas classificações, nem sempre desejadas ou até verídicas, é tarefa bastante complicada. O Nickelback é uma das bandas que mais sofre com esse preconceito, por ser vista como um grupo que se veste como um “cordeiro em pele de lobo”. Ou seja: quer ser uma banda de rock, mas se esconde atrás de baladas.

Pois bem. Boa parte dessa crença é verdadeira. Durante muito tempo o quarteto liderado por Chad Kroeger lançou mão de guitarras leves e privilegiou as melodias mais melosas. Mais conhecido por canções como How You Remind Me, Photograph e Someday – para citar singles de CDs diferentes – o grupo se arrisca, em Here and Now, em incursões mais agressivas. E tem sucesso na maioria.

A escolha de Bottoms Up, This Means War e When We Stand Together como músicas de trabalho deixam claro a vontade do grupo de mudar sua imagem. As distorções de guitarra são mais pesadas, as letras abandonam o tom melancólico que infestou Dark Horse, disco anterior do grupo, e Kroeger arrisca linhas vocais mais agressivas e com maior alcance. Claro que as baladas não foram esquecidas, como na ótima Lullaby, mas, talvez pela primeira vez na história da banda, elas foram rebaixadas ao nível de coadjuvantes.

O fundamental em Here and Now é perceber que a banda entra em uma outra fase, tanto musical quanto de maturidade de seus integrantes. Determinados a entender porque são alvo de preconceitos, tanto do público quanto da indústria, eles entram com um pé na porta e muitas guitarras nas mãos.

We Stand Together, primeiro single de Here and Now, novo trabalho do Nickelback.

dezembro 6, 2011 Publicado por | Alternativo, Mundo Pop, Recomendados, Rocking | , , , , | Deixe um comentário

   

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