A simplicidade e o conhecimento próprio são aliados importantes na carreira de qualquer artista. Fazer o melhor trabalho possível dentro do seu limite técnico, sem apostar na ousadia de tacadas experimentalistas que podem facilmente ficar perdidas e sem sentido, é, muitas vezes, o melhor caminho a ser traçado. E Th1rt3en, lançado pelo Megadeth em novembro, é uma bela prova desse argumento.
Dave Mustaine & Cia. produziram um disco muito bem feito. Suas 13 músicas reúnem uma hora de trash metal sem rodeios, orquestrações ou apelos progressivos, que levam ao tradicional metal headbanger de bases graves, vocais rasgados e solos velozes, sem ambientações. Seus riffs bombásticos lembram alguns dos maiores clássicos da banda, como Youthanasia, Rust in Peace e Cryptic Writing, e fazem de Th1rt3en o melhor disco do grupo nos últimos 10 anos. É potente e viciante do início ao fim.
Black Swan é genial. Public Enemy No. 1, Whose Life (Is It Anyway), Millennium of the Blind e Sudden Death mostram a versatilidade das harmonias e alternância entre frases rápidas e melódicas. We The People e New World Order também merecem destaque por sua agressividade e vivacidade. Mãos em forma de chifre ao alto, o Megadeth está de volta aos grandes tempos.
Public Enemy No. 1, primeiro single de Th1rt3en, excelente novidade do Megadeth.
Um blog sobre pop, rock, heavy metal, rap e qualquer coisa que faça barulho…Escrito por um jornalista (com diploma e registro) cheio de curiosidade para saber de tudo que está rolando no mundo da música.