Cinco anos se passaram desde o lançamento de The Open Door, segundo disco do Evanescence. Em teoria, seria o trabalho responsável por comprovar que o grupo liderado por Amy Lee não seria apenas mais um one hit wonder, depois do genial Fallen (2003). Com algumas boas faixas, mas de complexidade e qualidade discutíveis, deu a impressão de que a banda nunca igualaria o trabalho de estreia. Em Evanescence, no entanto, o quinteto americano não deixa brechas para a desconfiança.
Lançado em outubro de 2011, logo após a bela passagem da banda pelo Rock in Rio, Evanescence é um disco que beira a perfeição dentro de seu próprio estilo. Mesmo sem o brilhantismo de Fallen, seus quase 50 minutos de música são absolutamente viciantes. Com riffs criativos, suas guitarras são mais pesadas e complexas, e seus teclados alternam entre pitadas góticas e eletrônicas que mostram uma clara evolução musical. A voz de Amy Lee, cada mais desafiada entre alternâncias bruscas de dramaticidade e peso entre compassos acelerados e acompanhamentos de piano, responde com perfeição à missão.
O que mais impressiona em Evanescence é a constante mutação do som da banda dentro de um único disco. O álbum começa com um ritmo quase dançante em What You Want, rapidamente muda para a áspera Made of Stone. Daí segue para o andamento clássico de My Heart is Broken, canções suaves de voz e piano como Lost in Paradise ou para a psicodelia de End of a Dream. Para quem tinha alguma ressalva sobre o trabalho da banda, Evanescence é incontestável, potente, pesado e simplesmente irresistível. Um dos melhores lançamentos de 2011, que credita o grupo ao posto de gigantes do rock pesado.
What you Want, primeiro single de Evanescence, autointitulado álbum do quinteto americano.
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